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Histórias infantis para ouvir e … navegar

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30jan

“Boas histórias são capazes de navegar em qualquer formato e as crianças sabem disso”, Camila Targino

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Por Marcus Tavares

Rádio, histórias, internet e infância. A liga parece que vem dando certo e, inclusive, sendo prestigiada. Em dezembro passado, a Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) premiou o projeto Rádio Pipoca como o Melhor Programa Infantil. Desenvolvida desde 2006, a proposta consegue aliar a linguagem do rádio, a tecnologia da internet e a fantasia da narrativa. Focada em histórias da mitologia universal, a Rádio Pipoca pode ser acessada pela web ou, ainda, via Rádio USP FM.

“Rádio Pipoca acompanha as mudanças na forma em que as pessoas, especialmente as crianças, se relacionam com a tecnologia. E busca aliar esse novo conhecimento com conteúdo de qualidade, propondo-se a resgatar o hábito de pais e filhos ouvirem histórias juntos, num ambiente sadio e divertido que combina o charme do rádio com a praticidade da internet”, destaca a apresentação do projeto.

Na última semana, a revistapontocom conversou com Camila Targino, diretora da Rádio. Ela explicou a importância do projeto e suas principais características.

Acompanhe:

revistapontocom – Qual é a proposta da Rádio Pipoca? De onde surgiu a ideia?
Camila Targino
– O programa começou a ser desenvolvido em 2006, por iniciativa da Flamma, produtora de conteúdo infantil de São Paulo, que identificou a necessidade de um espaço seguro na web que aproximasse as famílias em vez de afastá-las. A opção por contar histórias de mitologia veio da crença de que tanto o ato de ouvir histórias quanto os valores presentes na mitologia universal são atemporais. Não temos conhecimento de outras experiências na mesma linha da Rádio Pipoca.

revistapontocom – Qual tem sido a resposta do público? Há muitos acessos?
Camila Targino
– Muito positivo. As crianças deixam mensagens no site e também ouvimos comentários de pais e educadores falando sobre filhos e alunos que curtem as histórias. O número de acessos até o momento está acima dos dez mil. Acreditamos que, com mais divulgação do site e dos prêmios e o reconhecimento que ele vem recebendo, este número certamente crescerá rapidamente.

revistapontocom – Quem mais acessa os programas: os pais ou as crianças?
Camila Targino
– Acredito que ambos, mas é muito comum as crianças chegarem ao site por meio da indicação dos adultos. Houve um comentário de um pai que acessa o site, ouve e decora a história para recontá-la aos filhos.

revistapontocom – Rádio, histórias, internet e infância… é uma liga que dá certo?
Camila Targino
– Com certeza! Boas histórias são capazes de navegar em qualquer formato e as crianças sabem disso.

revistapontocom – Qual é a linha editorial da rádio, na escolha das histórias?
Camila Targino
– Procuramos histórias pouco conhecidas pelo grande público que tragam mensagens positivas e que possam ser contadas de maneira divertida. Buscamos valorizar o que cada cultura tem de diferente, mas também demonstrar como povos diferentes contam histórias muito semelhantes, mudando apenas nomes de personagens e outros elementos culturais específicos. Para nós também é importante que o conteúdo agrade às crianças e aos pais, pois queremos vê-los juntos na frente do computador (e não afastados como tem ocorrido frequentemente). Desde 2007, já foram produzidas 53 histórias. O programa é veiculado também, desde 2009, na USP FM 93,7 às segundas, quartas e sextas, em dois horários: 9:30 e 15:30. E as histórias ilustradas estão disponíveis no www.radiopipoca.com.br.

revistapontocom – Quais são os desafios da rádio?
Camila Targino
– Encontrar mais histórias de mitologia dentro da nossa linha editorial e descobrir o modelo de negócio que também torne o projeto um sucesso como empreendimento.

revistapontocom – O prêmio da APCA…
Camila Targino
– É um reconhecimento bem-vindo e uma surpresa muito agradável! Esperamos que com o prêmio a Rádio Pipoca se torne mais conhecida pelo público.

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